
A grande inovação no design de processadores está muito
longe de deixá-los menores do que os 22 nanômetros. De acordo com experimento
na Universidade de Rochester, Nova Iorque, Estados Unidos, a revolução dos
chips está em apostar em uma arquitetura em três dimensões (3D) - o que faria
um chip assumir o formato de um cubo.
A equipe do professor Eby Friedman, da área de engenharia e
ciências da computação em Rochester, criou o primeiro circuito funcional em
três dimensões rodando em 1,4 GHz.
Segundo o especialista, ao contrário das tentativas
anteriores de desenvolver um chip 3D, o experimento da universidade de
Rochester envolve mais do que empilhar vários processadores um sobre os outros.
“[o chip] Foi desenhado especificamente para otimizar as funções-chave de
processamento verticalmente, através de várias camadas de processadores”,
afirma comunicado oficial da universidade.
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A universidade acrescenta que tarefas como sincronização,
distribuição de cargas e sinalização estão plenamente funcionais em uma
arquitetura tridimensional pela primeira vez. “É assim que a computação deverá
ser feita no futuro. Quando os chips forem combinados, eles poderão fazer
coisas que seria impossível em um chip 2D normal”, disse em nota Friedman.
Com a arquitetura em 3D, o design de chips pode resolver o
problema da miniaturização. Muitos especialistas já alertavam sobre a
impossibilidade de se reduzir indefinidamente o tamanho dos chips.
“Estamos chegando próximo ao momento em que não poderemos
diminuir os circuitos? Horizontalmente, sim. Mas vamos começar a crescer
verticalmente e isso nunca vai ter fim”, completou o professor.
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